terça-feira, 30 de agosto de 2011

Quanto ao que errei.

No acabamento nitro, usei uma pistola ruim de mistura, só tinha duas opções [muito pouco] e [muito demais], escorreu, lixei (aí lixei demais e tirou a camada da tintura),  enfim, depois não absorvia mais, um inferno.
O correto ao meu ver é(ou pelo menos o que eu faria hoje):
-Não usar o filler;
-Aplicar o tingidor (esse mohawk da luthier tools achei ótimo);
-Usar  seladora a base de nitrocelulose e lixar;
-Aplicar duas demãos de verniz tingido.
-Aplicar mais 5 ou 6 demãos de verniz puro.
Aguardar exatamente o tempo indicado no produto entre demãos e lixamento.
E absolutamente ter um compressor com depósito e uma pistola precisa.
O corpo ficou com vários defeitos de acabamento e que vão continuar assim ou vão ser "relicados" mais pra frente.

Parte Elétrica Final

Após vários testes, pelas qualidades(ou defeitos) do cedro rosa, acabei optando por simplificar o circuito da guitarra para uso de potenciometros de 500K e capacitor de .022uf, comumente usados em circuitos humbucker, já que o single tem um ganho relativamente alto isso não criou problemas e sim soluções.
Um dos problemas é que ela estava soando muito "dark" pro meu gosto no captador do braço.
Outro era que o controle de tom (que tinha instalado um circuito greasebucket) não estava eficiente ao que me parece então removi. Não que não funcione em outras configurações. Penso que em circuitos de captadores single apenas fique melhor.
Mantive o circuito de sangra de agudos para dar uma equilibrada no som geral em contraponto com as características do cedro rosa.
Esse foi o circuito que me deu o melhor resultado, pelo menos no meu Meteoro Falcon 50G. Conectado direto no line do meu pc (maya 44 pci e vários softwares de audio) sei lá se é bufferizado na entrada mas tudo parace soar mais ou menos igual....então nem levei como referência.

Finalmentes

Bom, chegou o nut da Graphtech, o Black Tusq XL e com ele os últimos ajustes.
Depois de encordoada a guitarra eu descobri um gap nervoso nas cordas E e B na primeira casa, ou seja desnível com os outros trastes. A nota simplesmente morria.

Me aventurei em uma nova empreitada para o ajuste do problema. Usei o taco de madeira retificado e lixa 400 para "plainar" os trastes (todos). O níquel dos trastes desgasta fácil.. muito cuidado.
O traste fica achatado, o que não é bom... com uma lima nova (dessas comuns mesmo) e usando fita para proteger a escala arredondei novamente os trastes com muito, muito cuidado mesmo.. especialmente para a lima não "pegar". Para entender o "pegar" é só passar a lima numa faca temperada e em um pedaço de latão qualquer. A lima, material duro e temperado tende a arrancar material quando o material é muito mais "macio"  do que ela, ou seja, passadas com leveza pra não detonar o traste. Em todos os 21 trastes. Lixa 400 na mão. Lixa 1200 na mão. Bombril com cera de polir pra dar brilho.
 Ficou até bem alinhadinho.
Para finalizar a regulagem da ação de cordas que é bem simples feita por parafusos na ponte (ação=altura das cordas com relação à escala) tomando o cuidado de seguir o radius do braço;
Regulagem da altura dos captadores - Precisei fazer um pequeno ajuste na cavidade do captador do braço já que era para humbucker e o mini humbucker tem algumas diferenças. O captador não descia o suficiente.. desbastei um pouco da cavidade na lima mesmo, questão de milímetros. o ajuste dos captadores com relação as cordas E's ficou em 4mm.
http://edmarluighi.com.br/blog/?p=954
E finalmente pude ajustar a entonação e ver se essa ponte wilkinson compensada é boa mesmo:
http://www.youtube.com/watch?v=K3s8Aggd6ns
Sem ter que "dobrar" o parafuso do meio eu consegui ajustar a entonação da G e da D a -2 e +2 décimos de cada uma não ficou perfeito. Mas não vou dobrar parafuso nenhum por conta dessa pequena diferença. A entonação da E, B, A e E foi barabada.
Por enquanto é isso.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A novela do NUT

É isso mesmo.. o nut (ou pestana) estava atravacando o projeto: Quem ficou de fazer e enviar junto com o resto do braço não enviou e não responde emails e está difícil de achar o nut graphtech black tusq PT-5042-00, então peguei um HD Sansumg detonado, cortei a borda (3.2mm) lixei na lima e lixa 400 (a seco, quase queimei os dedos)até 2.8mm x42mm com a base plana arredondei na lima velha acompanhando mais ou menos o raidius do braço. As guias eu fiz com esse aquivo: http://terrydownsmusic.com/Archive/nut%20spacing.pdf e uma serrinha cega, desbastando um pouco com a lima também...A falta de ferramentas inviabiliza um trabalho melhor, então eu passei um pouco de pó de grafite pra não moer as cordas na hora de afinar e encordoei. Assim que possível, claro, coloco a graphtech(só o frete leva 8 a 10 dias, e ainda não está disponível para compra...)!
Domingo pretendo fazer um teste de som gravado, em video.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Quase nos finalmentes

Finalizei a pintura e a instalação das ferragens e parte elétrica. Para encordoar e ajustar ação de cordas e entonação falta só o nut.
Aconteceram vários problemas durante a fase de acabamento e ela ficou com vários defeitos, bem como mudanças implementadas no circuito - greasebucket da fender no potenciômetro de tom.
Prometo um texto mais completo sobre tudo isso mais para frente, junto com teste em áudio e vídeo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Crimson red

É isso aí.. Comprei o dye stain mohawk com o pessoal da Luthier Express (http://www.musictools.com.br/) ... O que eu posso dizer? foi mais fácil e ficou melhor do que eu esperava.
O dye stain vermelho é liquido.. misturei na proporção 1 por 1/2 com alcool na primeira demão e na segunda em 0.8 por 1.


Vai secar por 24 horas. amanhã é a vez do verniz nitrocelulose.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Primeira parte do acabamento

Recebidas as peças eu decidi fazer o rebaixo para o antebraço e barriga no corpo por questão de conforto mesmo. Foi feita a "facão" (uma faca grande de aço carbono com o fio bem alinhado - aqui a regra é nunca, absolutamente nunca corte contra o veio da madeira, sempre a favor e com parcimônia) e uma heineken com tempero de lixa 100.
Usei para fixar as lixar uma fita duplaface (Tapefix dupla face Adere) que funcionou muito bem tanto no vidro(usado para lixar com um formato mais aredondado e suave) quanto no "taco" plano.
Lixar é um processo que pode arruinar os cantos dos captadores e do neck pocket - para isso um pedaço de madeixa com pelo menos um lado bem plano e reto mantem o movimento da lixa mais uniforme e evita lixamento excessivo de cantos vivos.
Nunca use uma tesoura que vá cortar novamente papel ou tecido em lixas.
Outra coisa importante é fazer com paciência, fazer devagar possibilita identificar e ajustar defeitos que existem ou que você está criando.
Outra coisa interessante é que o cedro rosa, mesmo muito seco, é bem macio e fácil de trabalhar.

A próxima fase foi usar a massa tapa poros. Serve para preencher os poros e veios da madeira que atrapalhariam no acabamento no verniz. Basicamente é uma massa uniforme líquida ou semi-liquida(é você que decide quanto de água vai usar, quanto mais, mais fácil de aplicar porém mais fácil de criar rachaduras em madeira seca) que após secar fica bastante dura.
Comecei com bem pouca água e mesmo assim por ser um ponto enfraquecido acabou rachando. Acho que vou usar Super Bonder para estabilizar a rachadura...
Uma coisa que assim que comecei a lixar eu percebi é que tem que aplicar mais de uma "demão" por assim dizer para não molhar muito a madeira e conseguir uma superfície bem lisa e uniforme. Acabei fazendo três "demãos" cada uma com mais adição de água só que apenas pontuais, ou seja, apenas nos pontos onde era necessário.
Para finalizar esta etapa muita lixa 400 até a madeira adquirir um aspecto encerado. Nesta parte o teste do tato é que manda - Passou o dedo e sentiu áspero, continua lixando.
O Próximo passo é aplicação de dye stain vermelho (penso que é anilina mesmo) na boneca. e depois verniz nitrocelulose. Até a proxima quando o restante do material chegar.